Depois de todo um perrengue, finalmente estou de volta ao blog! Já estava com saudade disso aqui e também tem um monte de coisa do pequeno que quero escrever. =D
Bom, eis que finalmente descobri (da pior forma) quais eram as dores que tive durante minha gravidez inteira
e todo mundo falava que era frescura, eram pedras no rim, nos dois rins pra ser mais exata.
Quinta feira passada, levantei da cama para ir ao banheiro e quando volto vem uma dor alucinante na lateral direita da barriga. Começo a chorar e Francisco do meu lado chora também (mas era de fome que o coitado tava chorando. Rsrs). Peço para o marido chamar minha mãe pra me levar ao hospital e dou de mamar (quase vendo estrelas e vomitando de dor). No hospital sou medicada e melhoro, volto pra casa e não dá duas horas a dor volta. Volto para o hospital, não sem antes dar de mamar (minha maior preocupação) e peço para minha mãe ligar para a pediatra e pedir uma indicação de leite artificial, pois vai que tenho de ficar internada e meu leite de reserva (eu congelo) estava acabando. Saio do hospital medicada e vou direto para o meu ginecologista, que me pede um monte de exames. Vou fazer os exames e descubro que tenho ovários policísticos (como não sei, pois sempre fui um reloginho na menstruação). Chego em casa e descubro que tiveram que dar o leite artificial para Francisco. Morro (tá, olha o drama, deram só 40ml pois ele nem quis saber do leite - fica registrado que foi a Bia quem deu a primeira mamadeira de LA pra ele - ou seja, nem foi assim uma super saída da dieta de LM).
No dia seguinte vou no urologista que me passa mais uma série de exames, passo o dia bem, mas a noite o bicho pega outra vez e volto ao hospital. Na manhã seguinte, sábado, corro pra fazer os exames restantes, precisava descobrir logo o que tinha, pra parar com a
maldita dor, não aguentava mais tomar remédios e também achava que não fazia lá muito bem para o Francisco tomar tanto remédio por mim (se bem que ele tava dormindo que era uma beleza - santo Dramin. Hahaha). Enquanto estou esperando ara fazer os exames, sinto outra crise se aproximando. Ligo para minha mãe e fico morrendo lá no consultório. A sorte é que iria fazer um ultra e com a dor, deu pra ver exatamente o que acontecia. Tinha uma pedra no rim esquerdo, uma no direito e uma, a maldita que doía, no ureter. Fui mais uma vez para o hospital (sorte que tinha tirado leite outra vez). Passei o dia amuada e quando deu a noite, outra crise e outra volta ao hospital. Pelo menos já sabia que era pedra e podia levar o exame para os médicos, evitava todo um exame e eles me medicavam logo.
Domingo passei amuada, mas sem crises, quando deu a noite, fui fazer xixi e quando olho, lá está ela, a pedra, ridícula de pequena e causando tanta dor, tinha saído, finalmente.
Agora estou me recuperando ainda, a barriga ainda dói, mas é mais porque meu rim estava inchado e está voltando ao normal.
Bom, o que achei disso tudo? Que uma pedra de meio centímetro doeu mais para sair que o cabeção de quase 15cm do Francisco, muito mais!
Achei engraçado como realmente a mãe esquece a dor do parto. Ficava lá no hospital pensando que preferia ter mais 15464799 filhos do que UMA pedra no rim, gente, é imensamente mais dolorido.
Só sei que foi Francisco quem me deu forças pra aguentar tudo. No hospital eu só ficava repetindo o nome do meu pequeno e pensava que tinha de aguentar pra voltar logo pra casa e cuidar dele (quase choro tudo de novo quando lembro disso).
Bom, é isso, agora passou e bóra cuidar para que as pedras que ainda restam não desçam, ou pelo menos desçam com menos dor. E seguir em frente pois Francisco está cada dia mais esperto
e dando trabalho.
Depois volto pra contar as novas dele. =D