Como hoje é o nosso dia, deixo aqui o link do blog de uma grande amiga/mãe, a Carol, mãe do gatão do Henrique e autora do Maternar é só começar, que está participando da blogagem coletiva do Dia Internacional das Mulheres (tá, agora eu estou participando também, né!). É só clicarem no link do blog da Carol e responderem a pesquisa sobre como foi o seu parto. De acordo com ela "Este questionário faz parte de um levantamento informal para construção de um panorama sobre a violência na assistência ao parto de extrema importância social, com o objetivo de sensibilizar as mídias sociais e outras instâncias para a grave questão da violência obstétrica. Vamos construir uma forma melhor de se nascer no nosso país!" E foi elaborado pelos blogs Mamíferas, Cientista que virou mãe e Parto no Brasil,
É isso aí pessoal, vamos responder o questionário e ajudar a mudar um pouco a realidade dos parto no Brasil. Porque, afinal, nada mais feminino que ser mãe né! =D
Feliz Dia das Mulheres pra todo mundo!
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quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O parto - final
Na maternidade
Fui para a maternidade já sentindo dores fortes e quando colocaram o soro, meu deus do céu, que dor! As contrações ficaram muito piores! Eu só queria a banheira (que obsessão era essa com as banheira?), entrei nela e lá fiquei. Toda vez que vinha uma contração o marido fazia massagem e minha mãe jogava água quente nas minhas costas. O tempo foi passando e como, apesar de muito doloridas, as contrações não progrediam (ainda estavam de 4 em 4 minutos e a duração de casa uma era de uns 30 segundos, muito pouco), as enfermeiras ia aumentando o soro e com ele as dores aumentavam cada vez mais. No tempo entre as contrações eu só pensava em dormir, só pensava que não aguentava mais. Olha, dói, dói muito, mas o que me pegou mesmo foi o cansaço físico, eu não conseguia ficar de pé, quem diria, fazer força para meu filho sair!
Nisso comecei a pedir a tal da dolantina meu obstetra tinha deixado prescrita para dor. Na minha ingenuidade pensei que fosse um relaxante muscular, só que mais forte, só depois do parto é que fui pesquisar na internet e vi que é uma analgesia (se bem que até agora não entendi direito o que é), juro que estive o trabalho de parto inteiro focada que não queria nada de anestesia e se soubesse exatamente o que era não teria pedido/aceitado tomar, mas pergunta se na hora, eu escutei quando alguém tentou me explicar, eu tava pra lá de Bagdá e só pensava que não era anestesia e eu PRECISAVA DORMIR! Me fizeram outro exame de toque e eu estava com 6 dedos, ou seja ainda tinha chão pela frente.
Enfim tomei obagulho remédio e minhas contrações continuaram forte, mas espaçaram mais ainda, agora estava de 10 em 10 minutos de novo, o que foi ruim pois o trabalho de parto ia demorar mais ainda, mas foi bom pois consegui dormir entre elas e assim recuperar um pouco das minhas forças para a grande hora.
Depois que descansei um pouco, as dores aumentaram de vez e eu fiquei louca. Já não sabia de mais nada, só queria que aquilo acabasse. Repetia sem parar que não aguentava mais, que não queria mais e gritava, mas gritava com todo meu pulmão que a Maternidade inteira deve ter achado que estavam me matando.
Nisso a doula me disse: Alice, você quer que acabe logo? Então tem de fazer tudo que eu falar, se fizer isso ele nasce em meia hora!
Ela amarrou um lençol na porta e me pediu que toda vez que eu tivesse uma contração puxasse o lençol e fizesse muita força. Lá fui eu, de novo, puxar o lençol.
Fiquei nessa não sei quanto tempo (só sei que não foi meia hora) e sentia que cada vez Francisco descia mais. Até a hora que senti a cabeça dele me perto de sair (nem andar dava mais), me sentei na banqueta do parto de cócoras e continuei com as forças.
Só tinha um problema, minhas contrações continuavam de 10 em 10 minutos, na parte do expulsivo do trabalho de parto, as contrações vem uma atrás da outra, são elas que empurram o bebê para fora e como as minhas estava ainda muito espaçadas, ou eu esperava até não sei quando ou me virava para essa criança nascer, e foi o que eu fiz. Pensei, "vai ter de nascer no muque mesmo" e comecei a fazer força toda hora, não esperava mais a contração para isso.
O obstetra e a pediatra chegaram, eu sabia que estava perto. Ele sentou-se no chão, em frente a mim e meu marido me abraçou por trás. Segurei meus joelhos e comecei a fazer uma força atrás da outra. Sentia a cabeça do Francisco indo e vindo dentro de mim e senti que tinha de tirá-lo dalí. Fiz a maior força da minha vida e senti sua cabecinha saindo. Quando ela saiu, pensei "não tem como esperar outra contração pra sair o resto, vai ter de ser agora" e continuei com a força. Senti seus ombros e seu corpinho saindo de dentro de mim e tenho uma observação a fazer, essa parte é a que menos dói, eu não senti o circulo de fogo, só senti uma satisfação imensa de finalmente ter conseguido.
Quando ele saiu, foi colocado no meu colo e toda a dor, todo o cansaço passaram. Olhei para ele e disse que ele era lindo e não me preocupei com mais nada. Não vi o cordão umbilical ser cortado, não vi mais nada, só olhava para o meu menininho lá, tão lindo. Ele não chorou, nasceu meio engasgado e a pediatra o levou para examinar, sua nota de APGAR foi 6/10.
Enquanto Francisco era examinado, me levaram para a cama para ser examinada também, o obstetra ajudou a retirar minha placenta (que nem vi também, ainda estava muito louca e nem liguei pra ela) e me deu 3 pontos de uma laceração que eu tinha tido (estranho seria se não tivesse, visto a força sobre humana que fiz).
Depois disso, Francisco voltou aos meus braços e o coloquei para mamar. Fui para o quarto, o coloquei no bercinho e fui tomar um banho que estava todanojenta suja de sangue. Me troquei e ficamos lá olhando aquela coisinha pequena, sem nem acreditar que saiu de dentro de mim.
Bom, agora as considerações sobre o meu parto:
- Acho sim que minha ansiedade atrapalhou e muito a progressão do trabalho de parto, se não estivesse são ansiosa talvez fosse mais rápido.
- A presença do meu marido, da minha mãe e da doula foram essenciais para eu ter conseguido parir, sem eles, sem a força deles eu não sei se teria ido até o fim.
- No fim, consegui meu intento (pelo menos gosto de pensar que sim), que era tentar fazer essa mudança de "mundos" do Francisco com o mínimo de intervenções para ele. Meu filho não tomou a vacina K (Kanakion) por injeção e sim por via oral, não foi pingado o colírio de Nitrato de Prata em seus olhos, ele só foi medido no dia seguinte quando tomou o primeiro banho, foi colocado em meu colo logo que nasceu e também foi amamentado nessa mesma hora.
No fim disso tudo, lembro sempre das palavras da minha doula antes dele nascer, ela sempre dizia que: "Quando a dificuldade é grande, é que o presente é maior ainda" e é verdade, meu parto não foi do jeito que sonhei, mas foi do jeito que deveria ser para eu ganhar o maior presente. (brega mais verdadeiro)
Segue um vídeo com fotos do parto e do rebento. =D
Fui para a maternidade já sentindo dores fortes e quando colocaram o soro, meu deus do céu, que dor! As contrações ficaram muito piores! Eu só queria a banheira (que obsessão era essa com as banheira?), entrei nela e lá fiquei. Toda vez que vinha uma contração o marido fazia massagem e minha mãe jogava água quente nas minhas costas. O tempo foi passando e como, apesar de muito doloridas, as contrações não progrediam (ainda estavam de 4 em 4 minutos e a duração de casa uma era de uns 30 segundos, muito pouco), as enfermeiras ia aumentando o soro e com ele as dores aumentavam cada vez mais. No tempo entre as contrações eu só pensava em dormir, só pensava que não aguentava mais. Olha, dói, dói muito, mas o que me pegou mesmo foi o cansaço físico, eu não conseguia ficar de pé, quem diria, fazer força para meu filho sair!
Nisso comecei a pedir a tal da dolantina meu obstetra tinha deixado prescrita para dor. Na minha ingenuidade pensei que fosse um relaxante muscular, só que mais forte, só depois do parto é que fui pesquisar na internet e vi que é uma analgesia (se bem que até agora não entendi direito o que é), juro que estive o trabalho de parto inteiro focada que não queria nada de anestesia e se soubesse exatamente o que era não teria pedido/aceitado tomar, mas pergunta se na hora, eu escutei quando alguém tentou me explicar, eu tava pra lá de Bagdá e só pensava que não era anestesia e eu PRECISAVA DORMIR! Me fizeram outro exame de toque e eu estava com 6 dedos, ou seja ainda tinha chão pela frente.
Enfim tomei o
Depois que descansei um pouco, as dores aumentaram de vez e eu fiquei louca. Já não sabia de mais nada, só queria que aquilo acabasse. Repetia sem parar que não aguentava mais, que não queria mais e gritava, mas gritava com todo meu pulmão que a Maternidade inteira deve ter achado que estavam me matando.
Nisso a doula me disse: Alice, você quer que acabe logo? Então tem de fazer tudo que eu falar, se fizer isso ele nasce em meia hora!
Ela amarrou um lençol na porta e me pediu que toda vez que eu tivesse uma contração puxasse o lençol e fizesse muita força. Lá fui eu, de novo, puxar o lençol.
Fiquei nessa não sei quanto tempo (só sei que não foi meia hora) e sentia que cada vez Francisco descia mais. Até a hora que senti a cabeça dele me perto de sair (nem andar dava mais), me sentei na banqueta do parto de cócoras e continuei com as forças.
Só tinha um problema, minhas contrações continuavam de 10 em 10 minutos, na parte do expulsivo do trabalho de parto, as contrações vem uma atrás da outra, são elas que empurram o bebê para fora e como as minhas estava ainda muito espaçadas, ou eu esperava até não sei quando ou me virava para essa criança nascer, e foi o que eu fiz. Pensei, "vai ter de nascer no muque mesmo" e comecei a fazer força toda hora, não esperava mais a contração para isso.
O obstetra e a pediatra chegaram, eu sabia que estava perto. Ele sentou-se no chão, em frente a mim e meu marido me abraçou por trás. Segurei meus joelhos e comecei a fazer uma força atrás da outra. Sentia a cabeça do Francisco indo e vindo dentro de mim e senti que tinha de tirá-lo dalí. Fiz a maior força da minha vida e senti sua cabecinha saindo. Quando ela saiu, pensei "não tem como esperar outra contração pra sair o resto, vai ter de ser agora" e continuei com a força. Senti seus ombros e seu corpinho saindo de dentro de mim e tenho uma observação a fazer, essa parte é a que menos dói, eu não senti o circulo de fogo, só senti uma satisfação imensa de finalmente ter conseguido.
Quando ele saiu, foi colocado no meu colo e toda a dor, todo o cansaço passaram. Olhei para ele e disse que ele era lindo e não me preocupei com mais nada. Não vi o cordão umbilical ser cortado, não vi mais nada, só olhava para o meu menininho lá, tão lindo. Ele não chorou, nasceu meio engasgado e a pediatra o levou para examinar, sua nota de APGAR foi 6/10.
Enquanto Francisco era examinado, me levaram para a cama para ser examinada também, o obstetra ajudou a retirar minha placenta (que nem vi também, ainda estava muito louca e nem liguei pra ela) e me deu 3 pontos de uma laceração que eu tinha tido (estranho seria se não tivesse, visto a força sobre humana que fiz).
Depois disso, Francisco voltou aos meus braços e o coloquei para mamar. Fui para o quarto, o coloquei no bercinho e fui tomar um banho que estava toda
Bom, agora as considerações sobre o meu parto:
- Acho sim que minha ansiedade atrapalhou e muito a progressão do trabalho de parto, se não estivesse são ansiosa talvez fosse mais rápido.
- A presença do meu marido, da minha mãe e da doula foram essenciais para eu ter conseguido parir, sem eles, sem a força deles eu não sei se teria ido até o fim.
- No fim, consegui meu intento (pelo menos gosto de pensar que sim), que era tentar fazer essa mudança de "mundos" do Francisco com o mínimo de intervenções para ele. Meu filho não tomou a vacina K (Kanakion) por injeção e sim por via oral, não foi pingado o colírio de Nitrato de Prata em seus olhos, ele só foi medido no dia seguinte quando tomou o primeiro banho, foi colocado em meu colo logo que nasceu e também foi amamentado nessa mesma hora.
No fim disso tudo, lembro sempre das palavras da minha doula antes dele nascer, ela sempre dizia que: "Quando a dificuldade é grande, é que o presente é maior ainda" e é verdade, meu parto não foi do jeito que sonhei, mas foi do jeito que deveria ser para eu ganhar o maior presente. (brega mais verdadeiro)
Segue um vídeo com fotos do parto e do rebento. =D
O parto - Parte 2
Contratei uma doula, a Shirley, uma amor de pessoa, com quem tive empatia logo no primeiro encontro. E nisso o tempo foi passando e minha ansiedade aumentando (e a vontade de comer chocolate também! ¬¬)
Trabalho de parto em casa
Era uma Quinta Feira, dia 12 de Maio, eu contava então com 39 semanas e 2 dias e estava feliz pois tinha sentido UMA contração. Mal sabia eu o que me esperava! Na madrugada para o dia 13 senti uma contração forte, acordei, fui ao banheiro e quando olho, sangue. Um sangue vivo que até me assustou, nunca imaginei que meu trabalho de parto começaria dessa forma. Acordei o maridoque nem ligou e quem disse que conseguia pegar no sono de novo! Mandei um sms para a doula e fiquei rolando na cama, esperando alguma coisa acontecer. Agora a certeza de que estava perto era cada vez maior.
Na Sexta Feira, dia 13 de Maio, a doula foi em casa de manhã, escutou o coraçãozinho de Francisco e viu que estava tudo bem, tinha consulta com o obstetra a tarde e lá fui eu, agora já sentindo algumas contrações espaçadas. Cheguei no médico com a esperança dele falar que já estava com uns 7 de dilatação e qual foi meu balde de água fria quando ele me examinou e disse que estava sem dilatação e com o colo fechado, o que me restava era esperar.
Fui passear no shopping, andei, andei, andei para ver se engrenava alguma coisa e a noite comecei a sentir contrações de 10 em 10 minutos (mais ou menos, não estavam ritmadas), ou seja, mais uma noite sem dormir, pois além das contrações me acordarem, a ansiedade estava em níveis estratosféricos.
No sábado, dia 14 de Maio, as contrações continuavam, mas nada de progredir. Fui passear no shopping de novo, andei um monte, agachei, fiquei sentada na bola de pilates, tomei chá de canela com gengibre, fiz de um tudo pra verse ia, mas nada. Quando eram umas 22:30 da noite senti que a bolsa tinha estourado (o que foi frustrante pois já que a bolsa tinha de estourar, que pelo menos saísse uma super água e não aqueles três pinguinhos que foram) e o espaço entre as contrações começaram a, finalmente, diminuir, elas começaram a vir de 4 em 4 minutos. Quando foi umas 2:30 da manhã, já estavam meio fortes, mas pra mim, ainda era divertido (cheguei a achar que seria sempre assim, idiota!), liguei para a doula que veio para casa, achei que já iria para a maternidade, mas que nada! Ela me examinou e eu estava com dois, DOIS dedos de dilatação! ainda ia demorar.
Passei a noite naquela, com contrações de 4 em 4 minutos, sem conseguir dormir (já era a segunda ou terceira noite sem dormir?), rolando na cama, entrando e saindo do chuveiro e numa ansiedade de matar.
No dia 15 de Maio, Domingo, quando já contava com 39 semanas e 5 dias de gravidez, era cedo, quando pedi a doula que inflasse a banheira (estava numa vontade fazia tempo de enchê-la) e lá fiquei a manhã toda. Shirley pediu que toda vez que eu tivesse uma contração, segurasse um lençol e o puxasse, isso ajudaria a dilatar mais rápido. Puxei aquele lençol até ficar com os braços dormentes, nisso já era hora do almoço e comi uma saladinha, só pensava que se comesse algo mais pesado, iria vomitar.
Depois do almoço, a doula fez outro exame de toque (que doeu pra cacete!) e eu tinha certeza que estava já com uns 8 de dilatação no mínimo! Estava com 3 e meio. ¬¬
Shirley sentou comigo e marido e foi sincera. Achava melhor eu ir para a maternidade e colocar ocitocina. Ela dizia que tinha certeza que eu iria parir, mas como já estava a 3 noite sem dormir e possivelmente passaria mais uma noite sem pregar os olhos, tinha medo que quando chegasse a parte do bicho vai pegar, eu não tivesse mais forças. Confesso que fiquei MUITO chateada com isso, brochei total, pra falar a verdade. Mas conversei com o marido e me toquei de que realmente eu estava muito cansada e se chegasse a parte difícil eu poderia pensar em desistir, então engoli seco e fomos para a maternidade...
Trabalho de parto em casa
Era uma Quinta Feira, dia 12 de Maio, eu contava então com 39 semanas e 2 dias e estava feliz pois tinha sentido UMA contração. Mal sabia eu o que me esperava! Na madrugada para o dia 13 senti uma contração forte, acordei, fui ao banheiro e quando olho, sangue. Um sangue vivo que até me assustou, nunca imaginei que meu trabalho de parto começaria dessa forma. Acordei o marido
Na Sexta Feira, dia 13 de Maio, a doula foi em casa de manhã, escutou o coraçãozinho de Francisco e viu que estava tudo bem, tinha consulta com o obstetra a tarde e lá fui eu, agora já sentindo algumas contrações espaçadas. Cheguei no médico com a esperança dele falar que já estava com uns 7 de dilatação e qual foi meu balde de água fria quando ele me examinou e disse que estava sem dilatação e com o colo fechado, o que me restava era esperar.
Fui passear no shopping, andei, andei, andei para ver se engrenava alguma coisa e a noite comecei a sentir contrações de 10 em 10 minutos (mais ou menos, não estavam ritmadas), ou seja, mais uma noite sem dormir, pois além das contrações me acordarem, a ansiedade estava em níveis estratosféricos.
No sábado, dia 14 de Maio, as contrações continuavam, mas nada de progredir. Fui passear no shopping de novo, andei um monte, agachei, fiquei sentada na bola de pilates, tomei chá de canela com gengibre, fiz de um tudo pra verse ia, mas nada. Quando eram umas 22:30 da noite senti que a bolsa tinha estourado (o que foi frustrante pois já que a bolsa tinha de estourar, que pelo menos saísse uma super água e não aqueles três pinguinhos que foram) e o espaço entre as contrações começaram a, finalmente, diminuir, elas começaram a vir de 4 em 4 minutos. Quando foi umas 2:30 da manhã, já estavam meio fortes, mas pra mim, ainda era divertido (cheguei a achar que seria sempre assim, idiota!), liguei para a doula que veio para casa, achei que já iria para a maternidade, mas que nada! Ela me examinou e eu estava com dois, DOIS dedos de dilatação! ainda ia demorar.
Passei a noite naquela, com contrações de 4 em 4 minutos, sem conseguir dormir (já era a segunda ou terceira noite sem dormir?), rolando na cama, entrando e saindo do chuveiro e numa ansiedade de matar.
No dia 15 de Maio, Domingo, quando já contava com 39 semanas e 5 dias de gravidez, era cedo, quando pedi a doula que inflasse a banheira (estava numa vontade fazia tempo de enchê-la) e lá fiquei a manhã toda. Shirley pediu que toda vez que eu tivesse uma contração, segurasse um lençol e o puxasse, isso ajudaria a dilatar mais rápido. Puxei aquele lençol até ficar com os braços dormentes, nisso já era hora do almoço e comi uma saladinha, só pensava que se comesse algo mais pesado, iria vomitar.
Depois do almoço, a doula fez outro exame de toque (que doeu pra cacete!) e eu tinha certeza que estava já com uns 8 de dilatação no mínimo! Estava com 3 e meio. ¬¬
Shirley sentou comigo e marido e foi sincera. Achava melhor eu ir para a maternidade e colocar ocitocina. Ela dizia que tinha certeza que eu iria parir, mas como já estava a 3 noite sem dormir e possivelmente passaria mais uma noite sem pregar os olhos, tinha medo que quando chegasse a parte do bicho vai pegar, eu não tivesse mais forças. Confesso que fiquei MUITO chateada com isso, brochei total, pra falar a verdade. Mas conversei com o marido e me toquei de que realmente eu estava muito cansada e se chegasse a parte difícil eu poderia pensar em desistir, então engoli seco e fomos para a maternidade...
O parto - Parte 1
Gravidez
Descobri a gravidez no dia 09 de Setembro de 2010, lembro como se fosse ontem, da minha empolgação, do medo, da certeza de que tudo iria mudar, a partir daquele dia nada mais seria como antes.
Minha gravidez não foi muito legal não, na verdade eu odiei estar grávida. Sempre falo que são duas coisas diferentes: uma é estar grávida (que é um saco!) e outra é esperar um filho (que é lindo e maravilhoso). Enfim, fiquei totalmente louca na gravidez, bipolar mesmo! Odiava todo mundo, não tinha saco nem vontade de nada e pra piorar tive muita dor de estômago e umas 3 vezes infecção urinária.
Vivia querendo que acabasse logo, mas ao mesmo tempo morrendo de medo do depois, como podem ver, louca.
Desde quando me descobri grávida (até antes, acho), tinha em mente que queria um parto normal. Nada de cesária, anestesia, ficar amarrada, nunca me imaginei parindo dessa forma. A partir deste pensamento fui pesquisar sobre o tal parto natural, doulas, bolas de pilates etc. Participei de um grupo (GAPN - Grupo de Apoio ao Parto Natural) onde tirei muitas das minhas dúvidas e tive a certeza de que era isso que queria. Motivo? Fico morrendo de dó de pensar que o meu filho iria nascer sem querer, sair de um mundinho quente, confortável e eu já iria dar banho, medir, enchê-lo de intervenções que só o deixariam mais estressado como mundo de cá. Pode ser besteira, mas era nisso que me agarrava para ter um parto com o mínimo de intervenção possível, queria fazer o máximo para minimizar o trauma de sair do bem bom da barriga da mamãe para o mundo real.
O final da gravidez foi bem chatinho. A obstetra que idealizei ajudar-me na hora do parto saiu do convênio quando eu estava com 38 semanas, o que me frustrou bastante, mas ainda bem que já conhecia o médico que ela indicou para ficar em seu lugar e sabia que com ele, teria, ainda o parto sonhado...
(continua)
Descobri a gravidez no dia 09 de Setembro de 2010, lembro como se fosse ontem, da minha empolgação, do medo, da certeza de que tudo iria mudar, a partir daquele dia nada mais seria como antes.
Minha gravidez não foi muito legal não, na verdade eu odiei estar grávida. Sempre falo que são duas coisas diferentes: uma é estar grávida (que é um saco!) e outra é esperar um filho (que é lindo e maravilhoso). Enfim, fiquei totalmente louca na gravidez, bipolar mesmo! Odiava todo mundo, não tinha saco nem vontade de nada e pra piorar tive muita dor de estômago e umas 3 vezes infecção urinária.
Vivia querendo que acabasse logo, mas ao mesmo tempo morrendo de medo do depois, como podem ver, louca.
Pança em evolução
O final da gravidez foi bem chatinho. A obstetra que idealizei ajudar-me na hora do parto saiu do convênio quando eu estava com 38 semanas, o que me frustrou bastante, mas ainda bem que já conhecia o médico que ela indicou para ficar em seu lugar e sabia que com ele, teria, ainda o parto sonhado...
(continua)
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